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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Chefe ( Liderança )

6 mentiras que você ouviu sobre ser chefe

Engana-se quem pensa que virar chefe significa se livrar para sempre das tarefas maçantes do cotidiano e só observar "tranquilamente" o trabalho dos outros.
O  líder na verdade é um acumulador de funções, segundo explica João Marcelo Furlan, sócio da Enora Leaders. “A menos que tenha um altíssimo cargo dentro da empresa, você ainda vai ter algum papel operacional”, afirma ele.
Furlan diz que a necessidade de executar tarefas técnicas surpreende sobretudo os novatos. “Quem é inexperiente muitas vezes esquece que chefes também têm os seus próprios chefes, e precisam elaborar planilhas, documentos e relatórios para eles”, ilustra o especialista.
Muitos aspirantes à cadeira do patrão também ignoram que estar em um cargo de liderança implica ter diversas obrigações e dificuldades que passam longe das preocupações do resto da equipe.
Com a ajuda de Furlan, alguns equívocos ligados ao assunto que merecem ser desconstruídos. Veja a seguir:
1. A equipe vai te obedecer só porque você é o chefe
Acha que ter autoridade é suficiente para garantir a produção? Ledo engano, diz Furlan. “Não adianta mandar as pessoas fazerem algo, elas precisam ter vontade de atender aos seus pedidos”, explica.
E isso não é nada fácil. De acordo com ele, motivar outras pessoas é uma habilidade que exige treino, maturidade e uma boa dose de inteligência emocional.
2. É mais fácil ver a entrega ser feita do que fazê-la
“A vida do chefe não é nada mansa”, brinca Furlan. Ao contrário do que muitos pensam, gerar resultados a partir do trabalho de outras pessoas pode ser muito custoso.
“Você precisa ter capacidade técnicas, para planejar e organizar as tarefas alheias, mas também habilidades mais comportamentais, para mobilizar e acompanhar as pessoas”, diz o especialista.
3. O chefe tem independência para fazer o que quiser
Ser líder não significa ter licença para tomar decisões arbitrárias. “Você ainda vai ser parte do sistema e, como tal, precisará se adaptar às suas regras e limitações”, explica o sócio da Enora Leaders.
O chefe precisa se moldar a todo tipo de restrição. O orçamento, por exemplo não está à sua plena disposição, e nem as suas ideias podem contrariar a estratégia global da empresa. “Existem também muitas disputas internas e jogos de poder que diminuem a liberdade do líder”, comenta Furlan.
4. Sua relação com antigos colegas não vai mudar porque você virou chefe
De uma forma ou de outra, assumir uma posição gerencial afeta os relacionamentos que você construiu até então na empresa. “Você passa a ter acesso a informações confidenciais e, querendo ou não, é obrigado a jogar no time do patrão”, afirma o especialista.
Segundo ele, precisar defender os interesses da empresa - mesmo que isso signifique demitir um amigo, por exemplo - causa frustração em muitos chefes novatos. “É difícil, mas você precisa estar preparado para se afastar um pouco”, diz.
5. Se você não conseguir atender à expectativa, tudo bem
Ao dar uma promoção, a empresa oferece também um voto de confiança - mas ele não é para sempre. “É um caminho sem volta: você não pode retornar a uma posição operacional, caso não dê certo”, diz ele.
Em outras palavras, as expectativas precisam ser correspondidas para que o chefe se mantenha no cargo. “Você precisa ter certeza de que está preparado para liderar antes de aceitar um convite como esse”, afirma.
6. A chefia é a linha de chegada da carreira
Outro mito comum é pensar que o chefe é o “sabe-tudo” que atingiu o nível máximo de desenvolvimento na empresa. “Na verdade, essa é justamente a hora em que você mais vai aprender’”, diz o especialista.
Se é provável que o profissional tenha sido alçado à chefia porque era um bom "técnico", é fato que ele passará a ser avaliado em quesitos até então inéditos para ele. “É como se jogassem você em uma piscina: ou você aprende a nadar ou vai engolir água”, brinca Furlan.
Claudia Gasparini

sábado, 28 de junho de 2014

Qual o sentido da vida?



O sentido da vida é que a vida acaba. Foi a lembrança que me ocorreu numa tarde de inverno, quando, caminhando, olhei para o céu e vi um azul tão azul, mas tão azul, que a única coisa que parecia fazer sentido era ficar ali, à toa, sentindo aquele solzinho. Mas justo naquela quarta-feira azulzíssima eu tinha uma missão: escrever sobre o sentido da vida. Bem que poderia começar e terminar com a primeira frase. Precisa mais? 


Se a vida acaba, nada melhor a fazer do que curtir o céu, o sol, a ausência de nuvens. Por um momento, desejei ser Enriqueta, personagem do cartunista argentino Liniers. Nos quadrinhos, a garotinha cheia de humor e personalidade se dedica às coisas simples da vida, sempre acompanhada de Fellini, seu gato de estimação. Deitar na grama e contar estrelas, ler debaixo de uma árvore e passar horas no balanço, enquanto Fellini persegue borboletas, são algumas das ocupações favoritas de Enriqueta, capaz de observar uma folha rodopiando ao vento e perguntar a ela: "Onde você aprendeu a dançar?".



O pai dessas criaturas delicadas é o argentino Ricardo Siri Liniers. Conhecido pela série Macanudo (bacana, na gíria castelhana), que traz Enriqueta e outros pesonagens, como pinguins e duendes de longas toucas, Liniers, aos 40 anos, é um mestre do gênero cômico que concentra, em quadrinhos, humor, crítica e questionamento existencial. "Prefiro as pessoas que se perguntam sobre o sentido da vida do que as que propõem a resposta", diz ele, ao telefone, de um quarto de hotel em Mendoza, na Argentina, onde passava férias. "Estamos todos nesta mesma bola, girando no Universo. A graça está no mistério. Se soubéssemos as respostas, a vida seria tediosa", acredita Liniers.



O sentido de sua própria existência, ele desenhou aos poucos. "Sempre me pareceu muito difícil que conseguisse viver de `historietas¿. Mas não havia um plano B. Era uma questão passional", conta. Com tiras diárias no jornal La Nación, Liniers se tornou cult e ganhou o mundo: seus quadrinhos são publicados na França, Itália, Espanha, República Tcheca, Peru, México, Canadá. E, claro, no Brasil, onde tem uma coleção de fãs. Como chegou longe assim é algo "misterioso como o mar". A inspiração, muitas vezes, vem das filhas de 3 e 5 anos. "Elas me fazem reviver as dúvidas existenciais", diz. Ou da natureza, como em uma viagem à Antártida, "um planeta gigantesco, assustador", onde se sentiu "chiquito". "É preciso se sentir pequeno para ter a dimensão real dos problemas. A vida é um minuto", reflete. Admite que já se sentiu sem rumo diante da perda de um amigo. Se tivesse de indicar o sentido da vida em uma estrada, o que escreveria na placa? "Ay que ser buena gente", em bom espanhol. "Mas não porque ser bom traga alguma recompensa. Ser bom é a recompensa", sublinha Liniers.




Primeira à direita: desfrute da paisagem



Sigo em frente com a metáfora da estrada. De brincadeira, recorro ao Google Maps. Pronto: o Sentido da Vida fica na avenida dr. Antonio de Barros, 90, Centro, Atalaia, Paraná. Trata-se de uma escola, a 555 quilômetros de São Paulo. Como em uma caça ao tesouro, continuo sem noção de como chegar ao x do mapa. Peço pistas aos passantes: a amiga, a faxineira, o motorista que me leva a uma entrevista. Enquanto ele me leva ao meu destino, faço a pergunta e ele responde surpreso: "O sentido da vida?...". Sua razão de viver são "as crianças", como se refere aos filhos, um rapaz na faculdade e uma menina no colegial. "Mas deve ter algo mais, né?", diz. Desço do carro culpada por botar tamanha minhoca na cabeça daquele homem.



As respostas, a essa altura, soam tão díspares como "salvar o planeta" ou "preparar o purê de batatas perfeito". Numa noite, conversando com Anita, minha filha de 9 anos, insisto na pergunta. "Nossa, mamãe, que assunto dramático!", exclama ela, sem saber o que significa a palavra sentido. Traduzo: "Por que a gente está aqui nessa vida?". "Ah, para viver a vida, né?", diz ela, puxando as cobertas. No dia seguinte, recebo o link para um estudo que investiga o sentido da vida, publicado na revista britânica Journal of Humanistic Psychology. Dirigida por Richard Kinnier, da Universidade do Arizona (eua), a pesquisa partiu da análise de frases e escritos de 200 pensadores - do escritor Oscar Wilde ao imperador Napoleão. Conforme o estudo, para uma minoria de pessimistas como Freud, o criador da psicanálise, e o escritor Franz Kafka, a vida não tem sentido. Para outro grupo, formado por gente como Napoleão e o físico britânico Stephen Hawking, a vida é um mistério. Poucos e bons, como o cantor Bob Dylan, acreditavam que a existência não passava de "uma piada". Já os idealistas diziam que o que vale é "amar, ajudar os demais". Caso do indiano Mahatma Gandhi, que afirmou: "Encontro minha felicidade me colocando a serviço de todas as vidas". Por fim, o resultado: "A vida é para ser desfrutada". Ao menos era essa a crença de 17% das personalidades, algumas tão opostas como o ex-presidente norte-americano Thomas Jefferson e a cantora Janis Joplin, que morreu aos 27 anos e cantava "aproveite enquanto puder". Ou seja, depois de analisar os escritos de 200 pensadores, a conclusão do estudo acadêmico foi a mesma de minha filha de 9 anos (!).




Curva suave à esquerda: não pense, sinta



O enigma que atormenta a humanidade guarda em si uma segunda questão: se a viagem importa mais do que o destino, como fazê-la valer a pena? As respostas estão quase sempre ligadas a crenças religiosas ou filosóficas. Na Antiguidade, a felicidade era a meta, em diversas correntes de pensamento. Para Platão, a alma só ficaria feliz se equilibrasse razão, coragem e instinto. Aristóteles, por sua vez, não julgava a felicidade como uma condição estática. Ele pregava que ela só poderia ser encontrada na contemplação da vida. Na Idade Média, quando o Cristianismo dominou a Europa, a religião transferiu o sentido existencial do individual para o coletivo. A vida terrena entrou em segundo plano, diante da incrível possibilidade de vida eterna. Nesse ponto, o assunto rende tanto que não caberia aqui.



No século 19, foi a vez do existencialismo. Nesta vertente filosófica, o dinamarquês Kierkegaard pôs nos ombros do homem a responsabilidade por seu destino. Na visão dos existencialistas, cada ser humano tem o livre-arbítrio e deve dar à própria existência um sentido. Com auge nos anos 50, a filosofia seduziu pensadores como Sartre e líderes espirituais como o indiano Osho, um cultuado místico contemporâneos, que afirmou: "A vida nem tem sentido nem é sem sentido. A questão é irrelevante. A vida é simplesmente uma oportunidade, uma abertura. Depende do que você faz dela. Depende de que sentido, que cor, que canção, que poesia, que dança você dá à vida".



O autodesenvolvimento é um atalho precioso nessa busca. Conta-se que, no portal do Oráculo de Delfos, na Grécia antiga, havia dois escritos: "Nada em excesso" e "Conhece-te a ti mesmo". Equilibrar os anseios da alma com as cobranças do mundo moderno é o desafio. "Temos um mundo interno, subjetivo, marcado pelo desejo. Mas há o mundo externo, com suas demandas. Se a vida ficar à mercê de apenas um deles, será prejudicada, ou pelo narcisismo ou pela submissão aos outros", pondera o psicanalista Roberto Girola. Ele compara o sentido da vida a um alinhamento desses mundos, em torno de um eixo. "É o eixo onde organizamos nossa ética e estética, ou seja, os valores e a maneira de ver a vida. Esse alinhamento confere uma dimensão sagrada à existência".



Há quem acredite que "largar tudo" e morar nas montanhas é a trilha ideal para chegar lá. Para outros, a vida urbana, a rotina profissional, a dedicação a uma causa humanitária, podem fazer tanto sentido quanto. Até porque o sentido da vida também é mutante. Para o estudante, é passar no vestibular. Para o formando, encontrar trabalho. O segredo está em identificar o que dá significado à sua vida. A bióloga Fernanda Yokoyama de Carvalho, 35, se encaixa no primeiro grupo. Mãe de quatro filhos, ela e o marido, Ricardo, iniciaram a vida juntos num vilarejo sem luz elétrica, em Lençóis Maranhenses (ma). Seis anos depois, sentiram falta de estrutura e seguiram para São Paulo. Os banhos de lagoa deram lugar a dias diante do computador. "Ricardo chegava em casa, as crianças já estavam dormindo. Fui entristecendo", lembra Fernanda. Grávida do caçula, a bióloga, que sempre gostou de cozinhar, decidiu apostar na gastronomia natural. Assim surgiu a Cozinha da Flor, uma empresa de congelados orgânicos, instalada em um sítio em Santo Antônio do Pinhal (SP). "Foi como plugar a vida de volta na tomada", diz ela. Para quem ensaia uma mudança similar, Fernanda recomenda: "Não pense, sinta. Procure resgatar seu sonho mais antigo, mesmo que pareça utópico. Esse sonho é sagrado".




A saída é por dentro: a porta é o silêncio



O resgate do sonho de ser astronauta, emblemático entre as crianças, é o ponto de partida do livro Sonhar é a Magia da Vida (ed. Ônix). Na ficção, um advogado abandona sua carreira e vai atrás do sonho de infância. O autor, o advogado Daniel Kaltenbach, ao contrário do personagem, não "largou tudo". Aos 41, é vice-presidente de um grupo financeiro. "A maioria das pessoas não vive, deixa-se viver. Aquelas que têm prazer no que fazem são as que cumpriram seus sonhos", acredita. "Quando desenterramos esses sonhos, o Universo conspira a favor. Caso contrário, é como andar na contramão", diz.



"Todos os caminhos levam a lugar nenhum, mas alguns caminhos têm coração", sugere o índio Dom Juan, no best-seller dos anos 70 A Erva do Diabo, de Carlos Castaneda. "Mas como saber se o caminho tem um coração?", questiona o aprendiz. "Qualquer pessoa sabe disto. O problema é que ninguém faz a pergunta. Um caminho sem coração nunca é agradável. Tem-se de trabalhar muito para segui-lo. Por outro lado, um caminho com coração é fácil", responde Dom Juan. "Na cultura indígena, o que dá sentido a vida é o espírito", emenda o ambientalista Kaká Werá, índio de origem tapuia, idealizador do Instituto Arapoty, que difunde os valores indígenas. "A vida é esse espírito manifestado em diversas formas. Em algumas tribos, ela é como um sopro divino que se corporifica. O desafio é vivê-la de acordo com a harmonia que nos inspira este mistério", diz. A natureza, em que tudo se conecta, revela o sentido da vida. "A natureza nos ensina a lei da interdependência que existe em cada coisa vivente. Ensina que a diversidade gera mais abundância. Isso é lição de amor e de unidade, na prática", diz. E deixa a dica: "A saída é por dentro. A porta é o silêncio".




Ponto final: bem-vindo ao ponto de partida



Aos 43 anos, a escritora americana Cheryl Strayed é sinônimo de best-seller. Ela é autora de Livre -A jornada de uma mulher em busca do recomeço (ed. Objetiva), em que narra sua saga de 1.700 quilômetros por uma árdua trilha, e que vai ganhar as telas de cinema em breve, com roteiro de Nick Hornby. Seu segundo livro lançado no Brasil, Pequenas Delicadezas, reúne o melhor de sua coluna Cara Doçura, em um site de literatura, onde ela atua como conselheira para desorientados de todos os tipos. O maior volume de cartas recebidas tem a ver com o amor romântico. "Queremos ser amados e aceitos. Cada carta me lembra quão fortes e resilientes somos capazes de ser, e ao mesmo tempo tão frágeis", acredita Cheryl. O sentido da vida, finaliza, é o amor. "Estou aqui para amar. O amor é a força mais poderosa que existe na terra - o amor romântico, o amor familiar, o amor de amigos e de filhos. Se formos bem no amor, estamos bem em todo o resto", diz a autora.



Recebo as respostas de Cheryl por e-mail, em mais uma quarta-feira azul. Olho para trás e percebo que, sem a menor ideia do que dizer sobre "o sentido davida", o texto se fez na busca. Não há um sentido só. Não existe ponto final. É no caminho que encontramos a escuridão e também a luz. Nada melhor, então, do que dar uma volta e conferir mais uma das máximas de Liniers, em uma tirinha de Enriqueta e Fellini: se o planeta está dando voltas no espaço, todos os dias são uma viagem.
Rosane Queiroz
Tirinhas: Liniers

sábado, 30 de novembro de 2013

O pote rachado


Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessado em seu pescoço.

Um dos potes tinha uma rachadura. Enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe, o pote rachado chegava apenas com a metade da água.

Foi assim por dois anos, diariamente: o carregador entregando um pote e meio de água na casa do chefe.

Claro que o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.

Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas metade do que ele havia designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem, um dia a beira do poço:

- Estou envergonhado e quero pedir-lhe desculpas.-

- Por quê? – perguntou o homem, – de que você esta envergonhado? -

- Nestes dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade de minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu chefe. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho e não ganha o salário completo pelos seus esforços – disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão, falou: – Quando retornarmos para a casa do meu chefe, quero que percebas as flores ao longo do caminho. -

De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou as flores selvagens ao longo do caminho e isto lhe deu certo ânimo.

Mas ao final da estrada, o pote rachado ainda se sentia mal porque tinha a metade e de novo, pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse, então, o homem ao pote:


- Você notou que pelo caminho só havia flores do seu lado? Eu, ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele e lancei sementes de flores no seu caminho. E cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu chefe. Sem você ser do jeito que é ele não poderia ter esta beleza para dar graça a sua casa.

Fases da vida

Quantas vezes nos precipitamos em julgar alguém e, depois de algum tempo, vemos que estávamos totalmente errados. 

É um erro grave, pois através desse equívoco, podemos jogar na “lama”, a reputação e a credibilidade de uma pessoa. 

Um pai resolveu dar bom ensinamento para seus quatro filhos. 

Mandou-os para o mesmo local, mas em diferentes épocas do ano. 

O primeiro foi no inverno, o segundo, na primavera, o terceiro, no verão e o último no outono. No final das idas dos filhos ao local, o pai os reuniu e pediu que relatassem o que tinham visto. 

O primeiro disse que as árvores eram muito feias e não tinham nenhum atrativo. 
O segundo discordou e disse que as árvores eram verdes e cheias de brotinhos. Poderiam ter um bom futuro próximo. 

O terceiro, indignado, disse que estavam totalmente errados, pois elas estavam com um aroma delicioso, floridas e lindas. 
O último filho discordou também de todos e disse que as árvores estavam cheias de frutos e que a cena era maravilhosa. 

O pai ouviu os filhos com atenção e no final do relato de todos, disse: “Na verdade, todos vocês viram as mesmas árvores, porém, em diferentes estações. E que fique a lição, meus filhos, não julguem uma árvore ou pessoas em diferentes épocas da sua vida”. 

Por isso amigos, lembrem-se sempre: Cuide das fases de sua vida e não permita que a dor de apenas uma “estação” destrua a alegria de todas as outras. 

Quanto à fase da vida das outras pessoas, não faça pré-julgamentos, pois pode estar diante de uma pessoa que se encontra no mais profundo e tenebroso “inverno”. 
Portanto: “Oriente sua mente e mude a sua vida”.

sábado, 9 de novembro de 2013

Ainda as mães meninas

Perde-se nas trevas de um passado que ninguém conheceu ou lembra a época em que nossas avós se casavam com 12 ou 13 anos de idade. Aos 14, já carregavam nos braços o primeiro filho. Nem por isso elas deixavam de dar conta da casa, de cozinhar, lavar, passar, fazer sabão, criar galinhas, amassar pão… e uma infinidade de outras obrigações. Ninguém ouvira ainda falar sobre creche, babá, “baby-sitter”, essas coisas. Com muita sorte, a mãe adolescente, se tanto, recebia ajuda de uma criança pouco mais nova do que ela – irmã, prima ou vizinha – a quem, por instantes, confiava seu nenê. Contudo, o que arrumava, muitas vezes, era nova fonte de preocupação. Essa adulta de 14 anos passava a ter duas crianças sob seus cuidados.
Passou o tempo. Os costumes mudaram. A vida hoje é diferente. Quando nos procuram para tratar de casamento, os jovens andam por volta dos 30 anos.Vez por outra, a carinha quase infantil de uma noiva me confunde. Mas já completou 28, 30 ou um pouquinho mais. Acabou o casamento de adolescentes. Se aparece noiva de 16, 18 anos, a gente aconselha a refletir mais. A retardar uma decisão tão importante para si e para tantas pessoas que a amam. Pois não há de ver que neste final de outubro os jornais trouxeram uma notícia aterradora? Saiu, com todas as letras: “Brasil gasta R$ 7 bi com gravidez na adolescência”. É conclusão de estudo das Nações Unidas. Diz que o “Brasil conseguiria acumular R$ 7 bilhões a mais na arrecadação anual, se adolescentes adiassem a gravidez até depois dos 20 anos”. Nos países em desenvolvimento, por dia (atenção, por dia!), 70 mil meninas abaixo dos 18 anos dão à luz. Dessas, 200 morrem por complicações da gravidez ou do parto. Faz mais de 15 anos, escrevi sobre o assunto o texto “Mães meninas”. Se algo mudou foi, pelo que agora percebo, para pior. O problema não é só dos pais da garota. Afeta a sociedade por inteiro. A mesma sociedade que incentiva qualquer forma de prazer. Em especial o sexo desbragado, irresponsável.
A sociedade admite exigências para jovem dirigir automóvel. Para abrir empresa. Para usar cartão de crédito. Para assinar escritura de propriedade. Para viajar desacompanhado (a) ao Exterior. Há leis para muitas coisas que os jovens gostam de praticar, mas para as quais não estão ainda preparados. Ninguém discorda. Afinal está em jogo o bem comum, que se sobrepõe ao interesse ou ao gosto pessoal.
Em se tratando, porém, do exercício da sexualidade, aí qualquer norma é taxada de censura. Obscurantismo medieval, destruição da liberdade. Pois as pessoas têm direito de fazer o que bem entenderem. Admitem-se (até se incentivam) práticas cujas consequências as vítimas carregarão por toda a vida. Mas que ninguém se meta: as pessoas são livres!
Só um exemplo: tolera-se qualquer tipo de entretenimento para nossos jovens. Até aqueles que fazem apologia dos mais baixos instintos. Tornaram-se comuns “festas” movidas por álcool e outras drogas além de “melodias” que convidam a desfrutar da mulher como de simples objeto de prazer. Aclamam-se as garotas que se expõem, que se oferecem. Os promotores do evento pouco estão se lixando para os frutos da “diversão” que organizam. Influenciáveis como são, o(a)s adolescentes tornam-se presas fáceis nas garras desses abutres.
Sobra para os pais consertar depois o estrago. Se conseguirem.Ripado do Blog do 
Rigon.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

A filosofia da formiga

Eu aprendi com Jim Rohn, um dos maiores filósofos americanos da atualidade, este singelo porém poderoso conceito. A filosofia da formiga. 

Eu passei a admirar as formigas e acho que todos nós deveríamos observar um pouco mais como elas se comportam em seu dia a dia. As formigas têm uma incrível filosofia dividida em quatro partes:

Primeira parte
Formigas nunca desistem
Essa é uma incrível forma de encarar a vida. Sempre que uma formiga tem um objetivo, veja como ela procede. Se você colocar um obstáculo à sua frente ela irá subir pelo obstáculo, irá dar a volta, irá passar por baixo, irá buscar todas as alternativas, se for preciso ela contornará o aposento inteiro para ultrapassar o obstáculo, mas não voltará atrás. Que filosofia fabulosa essa de nunca desistir de buscar a maneira de chegar até onde se propôs, para atingir o seu objetivo.

Segunda parte
Formigas pensam "inverno" durante todo o verão
Essa é outra perspectiva importante para se olhar a vida. Eu não estou dizendo que devemos ficar preocupados com o futuro, com tempos ruins que poderão vir, nada disso. Apenas que nós não podemos ser tão ingênuos de achar que o verão vai durar para sempre. Assim, as formigas trabalham, colhem e guardam durante o verão, para ter o suprimento quando o inverno chegar. Pense além do verão, pois com certeza uma hora ele acaba.

A terceira parte da filosofia da formiga é justamente para amenizar a segunda.
Formigas pensam "verão" durante todo o inverno
E como isso também é importante. Durante o inverno as formigas lembram para elas mesmas que "esse frio, chuva e céu escuro não irá durar para sempre; logo nós estaremos fora na grama verde novamente". E no primeiro dia de calor elas já aparecem em todos os lugares. Se entrar uma frente fria nos primeiros dias da primavera elas se recolhem mais um pouco, mas sabem que uma hora o inverno acaba. Não irá durar para sempre.

Quarta parte
E agora a última parte da filosofia da formiga: quanto uma formiga deverá juntar durante o verão para passar o inverno? A resposta é tudo que ela puder. Que filosofia incrível essa de "tudo quanto eu puder fazer enquanto posso fazer". Ela nos remete a um outro conceito que está inerente aos resultados na vida. Ação positiva, Uau !! Que seminário ou palestra fabulosa isso daria. O Seminário da formiga, nunca desista, pense à frente, mantenha-se positivo, junte o que puder. Que auto-estima elevada e que motivação positiva terão os que praticarem a filosofia da formiga.
Wilson Meiler

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A importância da negociação



Luann Ostergaard
Negociar implica definir e buscar objetivos, relacionamento interpessoal e decisão compartilhada.

Competências altamente desejáveis em todos os profissionais independente da área de atuação.

Negociamos diariamente, a partir do momento em que saltamos da cama (quando não negociamos com o relógio, alguns minutinhos de sono) até o final de nossas atividades no dia-a-dia. Não importa se estamos no trabalho, na escola, no clube, em trânsito ou com a família. Negociamos com clientes e fornecedores sobre prazos, comissões, descontos; mudanças no horário de aulas e troca de professores, mesada de filhos, pagamento de contas em atraso, que restaurante escolher, tarifas de serviços e por ai vai.

Para todas as criaturas além do homem a lei do mais forte é a essência da negociação. O homem é, portanto, o único animal capaz de negociar como alternativa da força bruta.
O cotidiano nos envolve com tamanha intensidade que não nos atemos a respeito da importância de dominarmos algumas técnicas de negociação que quando bem aplicadas, proporcionam economia nos gastos do orçamento, redução do estresse, melhoria nos relacionamentos e por que não, elevam nosso astral.


Quando negociamos um contrato, por exemplo, e percebemos que chegar a um acordo está muito difícil, nos perguntamos. Por que a outra parte não concorda, se a proposta é tão boa para ambos? A resposta provável é que você não fez a preparação adequada antes da negociação e uma das quatro perguntas fundamentais antes de entrar para negociar são:

Quem vai negociar comigo?
Qual é o assunto?
O que eu quero ao final dessa negociação?

São perguntas bem simples, mas que nem sempre conhecemos os três ingredientes de qualquer negociação: as pessoas, o que está em negociação e a proposta. A preparação é sem dúvida a fase mais importante e trabalhosa de uma negociação. Com boa preparação, os negociadores eficazes abocanham a melhor fatia e fecham os melhores acordos. 

Há muito mais aspectos em jogo numa negociação aparentemente simples, que muitas vezes não são consideradas como as expectativas do outro, suas emoções, desejos, sentimentos, valores, crenças e necessidades. Negociar implica também na capacidade de perceber o outro. Estar atento para a outra parte envolvida. 

Diz um velho provérbio: “Se tenho dez horas para cortar a árvore vou passar nove horas afiando o machado” · 

Adiciona-se a esses componentes o estilo próprio de cada negociador.
Existem numa extremidade os negociadores controladores, manipuladores, duros e há os negociadores suaves, apoiadores que evitam o conflito. Os de estilo baseado em princípios e valores normalmente buscam ganhos mútuos. Finalizando, nunca negocie nada sem antes ter uma alternativa, uma válvula de escape, caso a outra parte diga não. Entrar numa negociação com essa alternativa passa confiança, coragem e o equilíbrio desejado nas concessões que certamente você terá de fazer para chegar a um bom acordo.
Adriana Gomes, Psicóloga

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Espontaneidade do amor


Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. 

Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. 

Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. 

Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.
Clarice Lispector

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nada vale mais que o amor


Eu deveria ter passado por cima do meu ego, telefonado para a pessoa amada na hora em que a saudade não cabia mais no meu peito e ter dito... 


Tô sentindo a tua falta. Eu deveria ter brincado mais com o meu cachorro, ter olhado em seus olhos e ter dito... eu te amo! 


Eu deveria ter sido fiel aos meus ideais, pois a pior traição é a que vem de nós mesmos. Eu deveria ter feito uma carta no meu último dia de aula e nela ter externado toda a minha gratidão ao meu professor pelo aprendizado a mim oferecido com ternura e dedicação, e assim ter significado a sua missão de vida, à iluminação das consciências. 


Eu deveria ter pedido desculpas quando estava errado. Sei que um pedido de desculpas não corrige um desapontamento, mas liberta a alma do peso de consciência. Eu deveria ter respeitado o ritmo dos outros na dança da vida e olhado mais para os meus passos errados, pois aquele que não sabe dançar conforme a música, tropeça no orgulho. 


 Eu deveria ter assistido mais desenhos animados e lavado a alma da criança em mim. Eu deveria ter sido mais humilde de coração e dito "eu não sei", quando eu realmente não sabia e assim ter dado a mim mesmo a oportunidade de crescer com a experiência dos outros. 


Eu deveria ter dado uma festa surpresa ao meu melhor amigo, e assim ter reunido todos os amigos para uma comemoração coletiva. Eu deveria ter abraçado mais os meu pais nos momentos mais felizes e não só nas horas de angustias e aflição, afinal quem me deu a luz, não merece solidão. 


Eu deveria ter sido mais solidário e feito um trabalho voluntário e levado ao meu irmão pelo menos uma mão amiga. Eu deveria ter elogiado mais as pessoas criativas antes mesmo que elas se tornassem vencedoras, e assim ter me sentido vencedor tambem. 


Eu deveria ter ficado calado quando o momento era de fofoca e com a luz da inteligência ter apagado as trevas. Eu deveria ter enfrentado a vida pelo sonho de ser campeão do que ter desperdiçado meu tempo ouvindo os fracassados no banco da acomodação, sem ter vivido o que amam, pois é só na vivência do que amamos que nos encontramos em realização. Eu deveria ter dito "não", quando eu queria ter dito "não", mas antes de dizer não, ter olhado nos olhos de quem me ouvia dizer "não", com amor e doçura. 


Nas horas de aflição, eu deveria ter observado mais os vagalumes, e assim ter aprendido que é na escuridão que eles brilham. Algumas pessoas passam pela vida aprisionadas em si mesmas, nascem e voltam para a morada invisível sem entender o sentido da existência. Viver é uma lapidação diária, é a arte de enfrentar a si mesmo,se descobrir e se mostrar. A vida é feita de momentos, às vezes doloridos,alguns até dificéis que nos levam à descrença de que não há uma força divina no comando. 


E há outros momentos tão sublimes que parecem nos levar para um contato bem íntimo com a inteligência que há do outro lado. É pura leveza, é como nos sentíssemos envolvidos numa dança cósmica. Só quem vive um relacionamento afetivo com a pessoa certa e faz o que ama pode entender onde está Deus. Não deixe nada para depois, o momento exato é agora. você só tem este instante para realizar o que você sonha. Mostre quem você é e pague pra vê o que acontece! Pra escapar da pessoa errada, procura ser a pessoa certa pois há uma força oculta promovendo o encontro dos semelhantes. 


Evite ficar se criticando e se culpando pelo o que deu errado, o passado já perdeu as cores. O futuro está longe das mãos e o presente precisa de ação. Bola pra frente, cabeça erguida, viva o agora. Porque só pelo o hoje que podemos fluir. Somos o rio de nós mesmos e a parte de nós que passou ontem não é mais nem rio e nem grama. Simplesmente seguiu na direção do oceano para ser grandes ondas vivas. Mas apesar do seu poder essas ondas são flexíveis, um absorver e um dissolver constante. Tenha mais paciência com as sua próprias falhas,afinal, você já perdou tantos canalhas, por que não perdoar a si mesmo também? Coloque alegria na sua vida! Faça como o pássaro que mesmo preso inocentemente faz da gaiola um palco e segue cantando, mostrando quem é o ator principal de sua história. 


Evite ser mais uma daquelas pessoas que vivem dizendo:"ah,eu não tenho sorte". Sem ter sequer comprado o bilhete do jogo. Faça a sua parte! Pois quando agimos com postura de vencedor o universo conspira a nosso favor. Lembre-se: A vida é um palco! É um show desde a estréia até a despedida! Ou você entra em cena e arrebenta, ou se arrebenta por não entrar! Mova-se! O momento exato é agora! Ou você vence, ou certamente será vencido! 
Texto extraído do livro "Nada vale mais que o amor" de Evaldo Ribeiro

sábado, 22 de dezembro de 2012

Frases


Amigo é a pessoa que sabe tudo sobre você, e ainda assim gosta de você.
Elbert Hubbard

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Homem Que Veio da Sombra

Adeus:


É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.





Amigo:

É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.





Amor ao próximo:

É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.





Caridade:

É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.





Carinho:

É quando a gente não encontra nenhuma palavra parra expressar o que sente e fala com as mâos, colocando o afago em cada dedo.





Ciúme:

É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.





Cordialidade:

É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.





Doutrinação:

É quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra.





Entendimento:

É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente estando apressado não reclama.





Evangelho:

É um livro que só se lê bem com o coração.





Evolução:

É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.





Fé:

É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.





Filhos:

É quando Deus entrega uma jóia em nossa mão e recomenda cuidá-lá.





Fome:

É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.





Inimizade:

É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.





Inveja:

É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.





Lágrima:

É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.





Lealdade:

É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.





Mágoa:

É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar.





Maldade:

É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.





Netos:

É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.





Ódio:

É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.





Orgulho:

É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.





Paz:

É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.





Perdão:

É uma alegria que a gente se dá e que pensava que jamis teria.





Perfume:

É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.





Pessimismo:

É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.





Preguiça:

É quando entra vírus na coragem e ela adoece.





Raiva:

É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.





Saudade:

É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.





Sexo:

É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.





Simplicidade:

É o comportamento de quem começa a ser sábio.





Sinceridade:

É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.





Solidão:

É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.





Supérfluo:

É quando a nossa sede precisa de um gole de aguá e a gente pede um rio inteiro.





Ternura:

É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.





Vaidade:

É quando a gente abdica da nossa essência por outra, geralmente pior.

Luiz Gonzaga Pinheiro

Andar de ônibus faz bem ao seu caráter




Não confie completamente em uma pessoa que nunca andou de ônibus.


Não importa se hoje você tem um Camaro Amarelo , se você já andou de ônibus em uma fase de sua vida, você não é a mesma pessoa. Digo mais: ainda que você tenha condições de comprar um Porsche para o seu filho quando ele fizer 18 anos, permita que ele passe ainda que poucos meses andando de ‘busão’. É que, para mim, este meio de transporte forma nosso caráter como chinelada nenhuma consegue fazer. Explico nos pontos seguintes.





1) Paciência

Tudo começa no processo de espera. Você se vê encostado na parada de ônibus esperando pela boa vontade do mesmo. Você até já decorou o horário que o “seu” ônibus passa. Mas se o motorista resolver pisar forte no acelerador e passar 3 minutos antes, só resta a você esperar mais 45 minutos pelo próximo.





2) Lidar com a humilhação

Vem ao longe o ônibus. Você reconhece no letreiro luminoso que é o SEU ônibus. Seu coração acelera. Você corre atrás dele como o Super Mario corre atrás da Princesa. Ele se aproxima e você percebe que o condutor não diminuiu a velocidade. Por algum motivo, o motorista passou direto com direito a um sorriso maroto, apontando para um suposto ônibus que vem atrás. Você fica com cara de tacho e a mão apontando para o nada.





3) Respeito às diferenças

Quando o “ônibus de trás” finalmente chega após 23 minutos, é claro que ele estará parcial ou totalmente lotado. Você se depara com um misto de sons e batuques, pessoas do Manassés pedindo doação, menino vendendo balinha e o cobrador com o humor pior do que o de um siri na lata. Você toca, ainda que não queira, pessoas que você jamais tocaria na zona de conforto de seu carro. Você é obrigado a lidar com gente diferente, sentar ao lado delas e até puxar assunto sobre “como o tempo hoje está quente”. Enfim: você deixa de lado seu ego e deixa de tanta frescura.





4) Altruísmo

Ainda que contra sua própria vontade, as Leis da Ética de Ônibus™ ‏dizem que você deve ceder seu lugar aos mais velhos e se oferecer para segurar os livros do estudante de ensino médio do cabelo esquisito que está em pé ao seu lado. Resumindo: você aprende NA MARRA a ser gente boa.





5) Capacidade cognitiva e filosófica

Janela de ônibus é praticamente a janela de sua alma. Não existe um lugar melhor para refletir sobre sua vida e colocar os pensamentos em ordem. Nem seu travesseiro; nem montes no Himalaia. Você acaba encontrando soluções para seus problemas, resolvendo cálculos complexos e tendo a ideia que faltou naquele brainstorm da reunião. Ou seja, de certa forma você se torna mais inteligente.





6) Educação

É no ônibus que você coloca em prática as palavras mágicas que sua mãe ensinou: “obrigado” (para o motorista, na hora de descer), “por favor” (a Deus, para que seu ônibus não demore tanto – todo dia peço isso a Ele) e principalmente o “COM LICENÇA” (por motivos óbvios). Ou seja: 1 ano de estágio probatório pegando ônibus e você se torna um gentleman ou uma lady.





7) Histórias para contar pros netos

Quem nunca passou por situações exóticas, engraçadas e inusitadas em ônibus? Quem nunca pegou o ônibus errado e foi parar em uma boca de fumo? (eu já!) Quem nunca ia descendo do ônibus e só na escadinha disse: “eita, esqueci de pagar! Perae moço!” (eu já) Quem nunca já sentou ao lado de uma senhora que foi com sua cara e resolveu te aconselhar com muita sabedoria? (eu já…)

Desconheço o autor mas reconheço o mérito

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Regina Brett - Lições de vida

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."


Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.